Eu e minhas circunstâncias
Há alguns dias a minha
vida, e consequentemente eu, "sofreu" grandes mudanças. Aos 19 anos,
diretamente rejeitada pelo pai e indiretamente pela mãe, eu morava com a minha
avó paterna e um tio, quando perdi uma amiga para o suicídio e quase dois meses
depois foi a vez dessa avó, mas para o câncer.
Ter sido forçada à
independência financeira e emocional me causou dores e conflitos momentâneos, e
grandes cicatrizes, porém - e muito provavelmente - , se não houvesse passado
pelas coisas as quais passei e absorvido os aprendizados que absorvi, hoje eu
não seria tão orgulhosa e não me sentiria tão bem comigo mesma.
Nos últimos tempos e
sobretudo nesse último ano, aprendi muito sobre mim e foi através dessa
aprendizagem, desse autoconhecimento e dessa relação de intimidade comigo mesma
por inteira que hoje sinto-me extremamente forte e capaz de coisas que
extrapolam o meu imaginário mais absurdamente otimista.
(Re)Construir-se sob
momentos e sentimentos não tão bons além de frustrante foi difícil e exigiu
muito de mim, mas por outro lado também intensificou o meu prazer em fazer tudo
de coração limpo e pôr o máximo de amor em tudo e todos.
Os exemplos que tive me
mostraram o que não quero e não devo querer ser, tanto para o mundo quanto para
mim e outras pessoas. Enxerguei em práticas inversas o que tenho hoje como metas
e valores. Sou grata por tudo que vivi e presenciei, por tudo que me levou a
ter tudo que tenho dentro de mim e que fazem eu ser quem sou.
Acredito no poder da
nossa capacidade de aprendizagem e evolução nos mais diversos - e por quê não
dizer todos? - contextos e é nisso que eu vejo vida.
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