PARECE, MAS NÃO SOMOS UMA GRANDE CONSEQUÊNCIA
Costumamos justificar o que fazemos e deixamos de fazer a partir do sentimento que nos levou a tal, mas não são os sentimentos que fazem com que a gente seja a gente. Se vivermos assim, sentindo e reagindo, não estamos sendo racionais, humanos, estaremos vivendo no automático.
São inúmeros os acontecimentos que ao longo da vida nos abalam emocional e psicologicamente, mas me parece algo comum à vida. Quem vive, sente. Nem tudo dá certo. Para dar certo para um tem que dar errado para o outro. E é assim que as coisas acontecem.
Depois de tanta ferida aberta é necessário que entendamos que precisa-se aprender a lidar com isso. Com a vida. E isso não é frieza, é racionalidade, pois sentiremos por toda a vida. Quem não reage também tem sentimentos e suas feridas, mas optou por aprender a lidar com elas ciente de que nós não podemos nos resumir a um conjunto de consequências que simplesmente foram nos levando até onde estamos hoje.
É necessário que se assuma as rédeas da própria vida, saber que todas as coisas que acontecem, sejam boas ou ruins, acontecem por quê são necessárias para contribuir na nossa formação enquanto seres humanos e isso não significa criar uma barreira/bloqueio para as coisas ruins e fingir uma felicidade plena (que não existe, nem nunca vai existir), mas entender que é normal passar por dias e fases ruins, assim como os dias e fases maravilhosas, a diferença é o que decidimos fazer com cada uma delas.
Toda vivência traz consigo um aprendizado necessário, cada pessoa tem a sua e é livre para decidir o que fazer com ela. Pode sofrer e reclamar
oooooooooou
sofrer e observar o máximo tirando todo o aprendizado possível daquele momento.
A gente não se frusta uma única vez na vida, não é uma única pessoa que nos decepciona, o nosso coração não é partido um dia e fica assim para sempre. Essas coisas acontecem e é normal. É ok. Ninguém morre por quê um projeto não deu certo, por quê um plano não se concretizou. E não são esses acontecimentos que determinam como será a vida dali por diante, nada disso define quem seremos nos próximos dias, mas o que decidimos fazer com esses fatos e tudo que eles trazem de bom e ruim, isso sim merece atenção e determinará quem seremos.
O maior conforto para o ser humano deveria ser saber que tudo passa.
Nós não precisamos nos entregar a sofrimento e cair no flagelo. É tudo uma questão de escolha. Antes de externarmos, as coisas acontecem dentro da gente como permitimos que elas aconteçam a partir do nosso consciente. E tornou-se um hábito quase que cultural concentrarmos a maior parte da nossa energia nas coisas que não nos fazem bem PRECISAMOS PARAR COM ISSO, ou pelo menos tentar.
Nosso interior sempre transborda e quando transbordamos estamos contribuindo com a energia do mundo.
Qual é a contribuição que você quer dar?
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