QUANDO A GENTE TEM QUE ASSISTIR O OUTRO INDO EMBORA...

Nunca é fácil se despedir de alguém, deixar alguém ir embora, mas às vezes é necessário.

É necessário por quê não cabe a nós decidir a vida do outro, não cabe a nós (inter)ferir o sentimento do outro até quando quisermos como se isso não importasse, como se não importasse tanto quanto os nossos próprios sentimentos. É egoísta tentar manter ou pedir que alguém fique nessas condições.

Mas saber disso não é o mesmo que aceitar. As pessoas vêm e vão o tempo todo. Ninguém pode fazer nada, e é só por isso que se aceita, não há alternativas.

Os defeitos de uma pessoa não faz parte, É parte dela, logo isso é sobre ela, por isso não existe sentido em querer mudar tudo em alguém que se diz gostar, tirar as suas características é transformá-lo em outra pessoa que não a que você conheceu e escolheu ficar junto.

É verdade que a princípio ninguém conhece ninguém e talvez passemos uma vida inteira sem conhecer quem está ao nosso lado, mas o básico é necessário, e se você não expor isso, não se expor, ninguém vai invadir o seu ser e fazer essas descobertas sozinho.
PRECISAMOS
parar de querer que as pessoas as quais nos relacionamos se ajustem às nossas expectativas em relação a elas.


PORÉMMMMMM, a intenção aqui não é entrar no assunto relacionar-se
(não muito),
e sim dizer que independente de quantas vezes isso aconteça, quando termina é sempre dramático, mas cada vez à sua maneira e a maneira suaviza com o tempo, passa.

Na primeira vez que precisamos deixar alguém ir embora da nossa vida e ficar apenas observando isso, dói. Dói muito. A gente se culpa, se maltrata, precisa fazer um esforço gigannnnnnnnte para entender, e ainda assim não entende, a gente fica 101% Marília Mendonça, e então passa.

Na segunda vez só dói e ainda ficamos confusos. Tem uma feridinha a mais, pois foi necessário  reacreditar  em uma coisa que nos frustrou anteriormente e que exige um gasto emocional, um investimento afetivo enorme e cheio de expectativas, mas ai a gente só chora, se arrepende e ai sem culpa alguma, passa também.

             É inegável que esses acontecimentos, essa montanha russa dos ciclos incompletos literalmente nos enjoam e não é fácil, mas nos tornamos tão mais fortes que chega um momento em que realmente agradecemos por isso. Reacreditar inúmeras vezes no amor e na relação com o outro, não é um problema. Jamais. Mas fazer isso com os pés no chão onde um fica mais atrás, é sabedoria.

Quem ama insanamente é criança, quem fica cego de paixão é adolescente. Chega uma hora que ou aprendemos a olhar para o amor com racionalidade e equilíbrio enxergando ele como um sentimento entre tantos outros (que é o que ele é), ou vai chegar um momento em que nem sequer saberemos mais quem somos. Pois muito provavelmente acontecerá uma dessas duas alternativas:

1.Você passará a vida inteira se entregando, quebrando a cara, sofrendo, superando, reacreditando, se entregando, quebrando a cara, e por aí vai...

OOOOOOOOOOOOOOU

2. Você se decepcionará, ficará frustrado, vai lamentar, aprender, levantar a cabeça e quando tiver maturidade suficiente irá voltar a se relacionar com todas aquelas expectativas em relação a um futuro com alguém que a vida permitiu que você encontrasse. E ai sim será capaz de construir um relacionamento sadio e com uma perspectiva de futuro que valha a pena investir transbordando amor (amor de adulto, por favor) 💖💖


Então é isso, tudo na nossa vida que está sob o nosso controle é uma questão de escolha e as consequências são o preço que pagamos por cada uma dessas escolhas, por isso é bom que sejam todas feitas de forma bem consciente e com os pezinhos no chão, não é mesmo, meus amores!?!


💖 Se cuidem e voltem na sexta-feira (28)
que temos outro encontro marcado.

Beijos!!!!!!

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